DPOC

O QUE É DPOC?

Atualmente, estima-se que cerca de 7 milhões de brasileiros são portadores da DPOC. A doença ocupa o 6º lugar em casos de óbito no mundo e é a 5ª causa de morte no Brasil. Sem o diagnóstico, os indivíduos permanecem com ela em progressão até que chegam a um estágio em que precisarão de cuidados especiais permanentes, e às vezes de oxigenoterapia em tempo integral.

O que é DPOC?

DPOC é uma sigla que significa Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Trata-se de uma doença pulmonar que leva a inflamação crônica e progressiva dos brônquios e destruição dos alvéolos (estruturas pulmonares onde é feita a troca de gás carbônico por oxigênio, ou seja onde é feita a oxigenação do seu sangue).  A inflamação dos brônquios também é conhecida como bronquite e a destruição dos alvéolos como enfisema. A inflamação dos brônquios e a destruição dos alvéolos leva a uma obstrução ao fluxo de ar. Esta limitação no fluxo de ar não é completamente reversível e, geralmente, vai progredindo com o passar dos anos.

O que provoca a DPOC?

A DPOC é provocada pela exposição prolongada a substâncias agressivas aos pulmões, especialmente a fumaça do cigarro, que é o grande responsável pela alta incidência dessa doença na população. Outros agentes agressores comuns são a poluição ambiental, as fumaças produzidas quando se cozinha a lenha e quando se produz carvão (queima de biomassa). Também há uma doença relativamente rara que provoca a DPOC em pessoas  jovens, a qual é chamada Deficiência de Alfa-1 Antitripsina (essa substância) não é produzida de forma adequada pelo organismo levando a doença.

 

Quais são os sintomas da DPOC?

Os principais sintomas da DPOC são a falta de ar ao realizar esforços, a tosse crônica e aumento da produção de muco.

A bronquite crônica está presente quando uma pessoa tem tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos. Mas outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tem que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado.

O enfisema pulmonar está presente quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado.

Como se faz o diagnóstico?

Quando o médico observa a presença de sinais físicos e sintomas sugestivos de DPOC em pacientes que fumaram ou tiveram exposição prolongada  a outras fumaças inicia-se a investigação. Solicita-se exames de imagem, a espirometria ou “teste do sopro”, o teste de difusão pulmonar e a medida dos volumes pulmonares e se necessário exames de sangue. Os exames auxiliam o médico a excluir a possibilidade de que esses sintomas sejam na verdade manifestações de alguma outra doença. O teste de difusão pulmonar é o exame que começa a se alterar mais precocemente quando há algum problema pulmonar e a medida dos volumes pulmonares ajuda seu médico a estimar se há muita destruição de alvéolos e o quanto essa destruição está comprometendo sua saúde.

Outro teste muito utilizado atualmente é o teste de Caminhada de 6 minutos pois permite verificar se já há queda significativa nos níveis de oxigênio no seu sangue durante a realização de um exercício submáximo. Se isso já estiver ocorrendo trata-se de um caso mais grave de DPOC.

Como se trata a DPOC?

1- O primeiro passo do tratamento é parar de fumar. Se você tem dificuldades em abandonar o cigarro converse com o seu Pneumologista, ele poderá ajudá-lo. Atualmente há medicações que ajudam a reduzir os efeitos da abstinência ao cigarro e tornam a tarefa de abandonar o tabagismo menos árdua.

2- Após o diagnóstico o pneumologista irá classificar o estágio de gravidade de sua doença para poder indicar as medicações necessárias para o seu caso. As principais medicações utilizadas são feitas de forma inalatória. Algumas tem ação broncodilatadora e outras ação anti-inflamatória. Em geral essas medicações precisam ser utilizadas de forma contínua para desacelerar a progressão da doença.

3- Prevenindo infecções respiratórias através de vacinas. A de gripe (anti-influenza) deve ser tomada 1 vez por ano e a de pneumonia (anti-pneumocócica) deve ser utilizada a cada 5 anos. Essas vacinas ajudam a evitar as formas graves de gripe e de pneumonia.

4- Realizando reabilitação pulmonar. A reabilitação pulmonar é uma das atividades mais importantes do tratamento, pois melhora a qualidade de vida e reduz o número de internações. É realizada sob orientações de fisioterapeutas e médicos e algumas vezes também de educadores físicos. É feita praticando exercícios aeróbicos (caminhadas, bicicleta) e exercícios de musculação para reforçar os músculos da respiração.

A fisioterapia respiratória também auxilia o processo de reabilitação pois contribui para melhorar a capacidade pulmonar.

5- Oxigenioterapia domiciliar: Pacientes graves que apresentam quedas importantes dos níveis de oxigênio no sangue podem necessitar utilizar oxigênio em casa por um período que varia de 8 a 24/horas por dia dependendo do caso.

6- Existem atualmente alguns casos que tem indicação de tratamento por endoscopia respiratória para colocação de válvulas. As indicações são limitadas e bem precisas. Seu pneumologista informará se houver indicação.

7- Pacientes graves, com muitas áreas de destruição pulmonar podem ser listados para transplante pulmonar. No Brasil o transplante pulmonar é realizado em apenas 4 Estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e mais recentemente no Ceará. Converse com o seu pneumologista sobre as indicações de transplante.

     

A DPOC tem cura?

Ainda não existe uma cura para a DPOC. Todavia, o tratamento consegue reduzir a velocidade de progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.

 

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