Parar de Fumar

 

A Sociedade de Pneumologia e Tisiologia entende que o tabagismo é uma doença crônica e que a maioria dos fumantes – que são dependentes da nicotina – necessita de ajuda médica para livrar-se do vício do tabaco.

O objetivo deste guia é a sensibilizá-lo a pensar em fazer uma mudança que terá grande significado em sua vida e na de seus entes queridos – Deixar de Fumar. E, também de encorajá-lo a dar os primeiros passos neste sentido. Para tanto você poderá baixar um panfleto Enfrentando a Abstinência.

Parar de fumar será só o começo de uma melhor qualidade de vida, economia de dinheiro, redução no uso de remédios para tratar doenças e prevenção de doenças sérias, tais como o câncer, a doença pulmonar obstrutiva crônica, infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico, dentre outras.

Além disso, o período da síndrome de abstinência é curto, você poderá superar a maioria dos sintomas de desconforto com orientações comportamentais e/ou apoio medicamentoso e, já durante este período já começará a experimentar a diferença, com mais disposição geral, melhor respiração e circulação e inúmeros outros benefícios que trataremos a seguir neste:

Guia para Deixar de Fumar – Rumo a uma Vida mais Saudável!

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O ato de fumar é a dependência química mais poderosa que atinge a humanidade. O consumo de fumo de tabaco – em quaisquer de suas formas: cigarro, charuto, cachimbo, rapé, rolo, narguilé, etc. – é responsável pela perda precoce de 1,3 milhões de vidas a cada ano no mundo, devido às doenças atribuídas às substâncias presentes no tabaco, dentre elas os temíveis infartos do miocárdio, derrame cerebral, doença pulmonar obstrutiva crônica e câncer no pulmão e em outros órgãos, dentre outras 55 doenças já reconhecidas.A Organização Mundial da Saúde classifica o tabagismo como uma doença, recebendo o código CID-10: F 17.2, com características de se desenvolver ainda na juventude (doença pediátrica), ser crônica, ser recidivante (sujeita a várias recaídas até a pessoa parar definitivamente), ser tratável (é possível se livrar do tabaco) e ser evitável (é possível prevenir o seu uso).O tabagismo é considerado uma pandemia, pois não poupa nenhum país, etnia ou classe social, mesmo os nossos povos indígenas e os aborígenes australianos fumam. Todavia, esta situação é desigual, pois enquanto tem caído o consumo nas camadas de maior renda e acesso às informações e serviços de saúde, as camadas mais pobres da população, nos menos escolarizados, nos que vivem no meio rural e, nas mulheres, está se concentrando a maior prevalência de fumantes, o que é muito grave.

No Brasil, as campanhas de saúde pública, a proibição da publicidade de tabaco nos meios de comunicação, o aumento dos tributos e preços do tabaco, as leis que protegem a população dos efeitos da fumaça do tabaco (ambientes livres de tabaco), e a oferta de tratamento gratuito na rede pública, a partir de 2004, dentre outras medidas preconizadas pela Convenção-Quadro Mundial para o Controle do Tabaco, têm produzido efeitos e avanços no controle desta pandemia.

Atualmente o número de fumantes no Brasil caiu bastante, ficando entre 15 e 17% da população maior de 15 anos segundo dados oficiais, do VIGITEL (2009) e do PETAB-IBGE (2008), respectivamente.

Ainda assim, há 24,6 milhões de fumantes no Brasil que precisam ser aconselhados, orientados e tratados para deixarem de fumar, um grande desafio para nós, médicos, e para toda a sociedade e governo brasileiro.

E você sabe por quê?

No Brasil, morrem 23 pessoas por hora devido às doenças causadas pelo tabagismo ativo e outras 7 pessoas por dia devido às doenças provocadas pelo tabagismo passivo.

Isto representa um custo elevado para toda a sociedade, para a família e para o estado brasileiro, pois um elevado montante de recursos são gastos com tratamentos das doenças provocadas pelo fumo, além das incapacidades e mortes, que levam a cobertura também da seguridade social.

Mas doutora é possível mudar este panorama?

Sim, com certeza, identificando os riscos, se conscientizando da importância de fazer uma ou quantas tentativas forem necessárias para deixar de fumar e procurando ajuda médica, você poderá virar esta página da sua história, se tornando ex-fumante e, ao mesmo tempo dando um exemplo e modelo de comportamento para os seus filhos, netos e amigos.

Importante: só a indústria do fumo lucrou este ano no Brasil 16 Bilhões com a produção e venda dos cigarros. Enquanto isso, você perde aos poucos a sua vitalidade e, se reclamar mais tarde na justiça, eles irão se defender dizendo que você fuma “porque quer”, que tem o livre-arbítrio para deixar de fumar. Claro que é uma mentira, eles fisgaram você usando todas as artimanhas com campanhas sedutoras.

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O cigarro contém quase cinco mil substâncias tóxicas, e destas, a nicotina é a responsável direta pela dependência do fumo. A indústria do fumo vem, ao longo dos anos, acrescentado outras substâncias – tais como amônia e ultimamente aromatizantes (mentol, cravo, etc.) para aumentar o poder de adição do cigarro. Tudo para fisgar os jovens (70-80% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos) e manter você dependente do fumo.

Esta droga (perdoe, mas a nicotina também é uma droga, embora seja legalmente produzida e vendida) atua em uma área do cérebro – núcleo accumbens – onde se processa o nosso Sistema de Recompensa Cerebral, o que gera a liberação de uma substância essencial para a espécie humana chamada DOPAMINA, neurohormônio natural que regula diversas reações do corpo diante das situações cotidianas, sejam as de alegria (por isto o fumante sente prazer em fumar) sejam as de angústia ou tristeza (o fumante fuma para aliviar a ansiedade e combater o estresse).

Importante você saber: TODAS as pessoas têm este sistema de gratificação e não precisam fumar para reagir diante destas mesmas situações de desconforto ou de prazer.

No início, ainda jovem, quando o indivíduo começa a experimentar o cigarro, ele fuma ocasionalmente, mas ao longo de alguns meses a poucos anos, já sente necessidade de fumar regularmente uma quantidade maior de cigarros, aí se estabelece a dependência à nicotina, através de um mecanismo conhecido como TOLERÂNCIA à droga, o que quer dizer isso?

Significa que para alcançar os mesmos efeitos de antes a pessoa precisará usar uma quantidade maior da mesma substância, diariamente e a intervalos cada vez mais curtos. Como por exemplo, pessoas que fumam assim que acordam, após enfrentar uma noite de abstinência, ou quando chegam de uma viagem, antes mesmo da mala ser retirada da esteira.

No cérebro, há um conjunto de receptores, como se fossem “caixinhas de fósforo” prontos para receberem o estímulo da nicotina, eles se chamam “receptores nicotínicos” e são sendo sensibilizados à medida que o indivíduo vai se iniciando na senda da dependência tabágica. É neles que se processa o sinal para liberar uma descarga de dopamina para o organismo, que sabiamente recolhe o excesso desta substância, o que leva a uma necessidade de reposição da nicotina, levando a pessoa dependente a fumar a intervalos regulares, ou dependendo da situação que está enfrentando (por exemplo, em um momento de estresse ou, em uma festa bebendo) a reduzir mais ainda o tempo entre um cigarro e outro.

 Então, para finalizar esta resposta vamos sintetizar neste acróstico as diversas fases da dependência à nicotina, que demonstra claramente que é um fenômeno químico que acontece com o corpo e, não “uma falta de vergonha” ou de caráter como, de forma errônea é atribuído ao fumante. É uma doença e precisa ser tratada.

Quem fuma geralmente apresenta vários comportamentos relacionados ao ato de fumar. Isto pode acontecer na realização de determinadas tarefas, sem perceberem o automatismo deste processo. Apresentaremos, a seguir, alguns exemplos destes comportamentos, que podem funcionar como elemento reforçador desta relação e sugestões para orientar você sobre o que pode fazer para mudar esse hábito.COMPORTAMENTOS RELACIONADOSOs principais comportamentos relacionados ao ato de fumar estão listados no quadro abaixo:

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Para muitos fumantes, fumar relaciona-se a praticamente todas as tarefas cotidianas, sendo, às vezes, difícil imaginar algo que façam sem que o cigarro não esteja presente. Há relatos de pessoas que não conseguem imaginar começar o dia sem acenderem o primeiro cigarro. Para outros, a cessação significa dificuldades para satisfazer as necessidades fisiológicas matinais.
O consumo do tabaco geralmente começa na adolescência, por isso o tabagismo é considerado como uma doença pediátrica. Quanto mais precoce o seu início, maiores serão o grau de dependência e os problemas decorrentes. A Escala de Fagerström é o questionário mais utilizado para medir o grau de dependência tabágica, trata-se de um instrumento sensível e que você próprio (a) pode preencher: ele é o candeeiro que sinaliza o grau de sua dependência.
Quanto maior for a pontuação obtida no teste, maior será a dependência. O resultado é um excelente guia para orientar o seu médico para as medidas terapêuticas específicas (tipo de tratamento, incluindo apoio comportamental e/ou medicamentos para enfrentar o período de abstinência), atuando como fator prognóstico para o resultado final de seu tratamento.Então vamos ao teste, aproveite para anotar o resultado e levar para seu médico na próxima consulta ou primeira oportunidade que tenha:
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Agora some o total de pontos e veja como se enquadra a sua dependência à nicotina:[0-2] – Muito baixa
[3-4] – Baixa
[5] – Média
[6-7] – Elevada
[8-10] – Muito elevada

Você certamente já se fez estas perguntas muitas vezes, embora 80% dos fumantes pretendam parar de fumar “um dia” este “Dia De Parar” acaba sendo adiado por inúmeras razões, mas há também muitos motivos fortes para deixar o cigarro e superar esta ambivalência (uma parte de mim diz que preciso parar e outra parte de mim me diz que gosto de fumar).

Toda pessoa fumante tem suas razões para querer largar o cigarro. Marque os motivos que avalie que sejam os mais significativos:

CUIDAR DA SAÚDE E DO BEM ESTAR DE MEUS ENTES QUERIDOS


  • Dar bom exemplo aos meus filhos.
  • Prevenir doenças em meus filhos, como a bronquite, rinite, asma e otite.
  • Melhorar as relações com meus familiares e amigos.
  • Economizar dinheiro.
  • Não manchar as roupas e móveis.
  • Viver muitos anos para a vida poder desfrutar com meus filhos e/ou netos.

MELHORAR MINHA SAÚDE DE IMEDIATO


  • Respirar melhor, ter mais fôlego.
  • Ter mais disposição para caminhar.
  • Sofrer de menos resfriados e tosse.
  • Ter menos problemas digestivos.

PREVENIR GRAVES PROBLEMAS DE SAÚDE NO FUTURO


  • Evitar o câncer de pulmão e outros tipos de câncer.
  • Reduzir o risco de infarto, de derrame cerebral e enfisema.

MELHORAR A MINHA APARÊNCIA FÍSICA


– Acabar com o mau hálito, ter um gosto mais agradável na boca.
– Eliminar a cor amarela de meus dentes e dedos.
– Ter a pele mais saudável, cabelos mais perfumados sem o cheiro do cigarro.
– Sentir o aroma das coisas da vida.
– Receber um abraço carinhoso e o elogio de estar mais cheirosa(o).

A fumaça do tabaco contém quase 5 mil toxinas que podem causar, com o tempo, cerca de 55 diferentes doenças (como aquelas estampadas nas imagens dos maços de cigarros), como veremos a seguir: Adição à nicotina – à produz uma dependência tão forte quanto a da heroína ou da cocaína.
 Câncer de pulmão – fumar é a causa principal de câncer de pulmão.
 Ataques cardíacos – a nicotina acelera o ritmo cardíaco e causa bloqueio das artérias, levando à angina ou infarto.
 Derrame cerebral – os venenos do tabaco bloqueiam os vasos e podem causar derrame, embolia e trombose.
 Enfisema pulmonar e bronquite – levam a redução da oferta de oxigênio que o corpo necessita.
 Úlcera gástrica – a digestão fica difícil, com muita acidez após as refeições.
 Osteoporose – impede a absorção do cálcio, gera fratura em idosos e mulheres.
 Baixa fertilidade – reduz o desejo sexual e provocam aborto espontâneo.
 Impotência sexual – gera desde a ejaculação precoce até a impotência.
 Rugas precoces – o cigarro acelera o envelhecimento da pele (ação do CO).
 Cansaço e cefaléia – causados pela redução do oxigênio no cérebro.
 Manchas e perdas dos dentes – o alcatrão produz manchas, cáries, depósitos de tártaros, inflamações e infecções em torno dos dentes que podem gerar a queda dos dentes.

Ao deixar de fumar o corpo começa a fazer uma “toalete” quase imediatamente ainda que você tenha fumado por muitos anos.

 O risco de desenvolver câncer e ataques cardíacos se reduz a cada dia.
 Com os brônquios livres das impurezas, a respiração fica mais fácil e profunda.
 Sua família não adoecerá por não mais estar exposta à fumaça do cigarro.
 O olhar de seus familiares será de mais respeito e admiração.
 Ser um modelo de comportamento para seus filhos, amigos e colegas de trabalho.
 Melhorar seu desempenho físico, mental e sexual, sua energia será renovada.
 Usufruir saúde e mais qualidade de vida para compartilhar com seus familiares.
 Com o tempo irá buscando outras atividades prazerosas na companhia de familiares e amigos.

Outros benefícios que sentirá já nos primeiros dias e semanas sem fumar:


  • Menos resfriados e tosse.
  • Menos cansaço.
  • Redução da pressão arterial e pulso.
  • Mais disposição para caminhar.
  • Econômico: utilize o dinheiro que jogava fora com os cigarros em outras coisas mais prazerosas da vida.

Parando de fumar você contribui para um planeta mais saudável e sustentável, menos árvores serão derrubadas e queimadas para a cura da folha do tabaco, você sabia?

Para conhecer mais todos os benefícios que você irá alcançar em curto, médio e em longo prazo, consulte e imprima as tabelas abaixo (colocar link, abrir em outra página) com um resumo dos principais benefícios ao parar de fumar. “estou enviando em anexo para não poluir o texto”

Motivação:


Como acontece com qualquer problema de saúde, se você está motivada (o) para enfrentar, isto faz a diferença. A sua motivação, de uma forma bem simples, quer dizer o quanto você quer/deseja parar de fumar e fazer uma tentativa para superar este desafio em sua vida.

A motivação não representa só “ter força de vontade para parar o cigarro”, significa que você está “pesando” os riscos de seguir fumando e os ganhos com a cessação, como se fosse uma balança de decisão, de um lado você coloca o peso dos “ganhos” que terá ao deixar de fumar e do outro as “perdas” que terá sem poder contar com o cigarro. Do mesmo modo, você poderá colocar na balança os “riscos” que terá se continuar fumando versus os “benefícios” para a sua saúde.
Superar a AMBIVALÊNCIA faz parte do processo de cessação do fumo, todos os fumantes enfrentam esta situação, independente dos seus graus de dependência à nicotina.

Fazendo um balanço das razões para fumar e dos motivos para deixar, você hoje acredita que:


 Os motivos para fumar ainda são mais fortes.
 Os motivos para fumar e as razões para parar são fortes e se equivalem.
 As razões para deixar de fumar são mais fortes.

Embora seja possível que você enfrente sozinho (a) esta empreitada, e também seja verdade que um percentual de pessoas consegue parar de fumar sem ajuda médica, é também comprovado por estudos científicos que apenas 3% dos que tentam assim conseguem manter-se em abstinência (sem fumar) após 1 ano da tentativa. Quando há ajuda médica esta chance é muito maior, podendo alcançar de 35-45% em 1 ano, mesmo com as esperadas recaídas – que fazem parte do processo de parar.
Ou seja, se você estivesse se tratando de pressão alta, diabetes ou bronquite, com certeza você não hesitaria em procurar ajuda profissional. Os médicos estudaram para lhe propiciar este tipo de ajuda, por isso acreditamos que este é um trabalho de parceria entre o médico e o paciente.
Assim, como em qualquer doença crônica, e o tabagismo é classificado como uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde é muito importante procurar ajuda médica o mais cedo possível, para prevenir a ocorrência das doenças relacionadas ao tabaco.Parar de fumar é bom em qualquer época e idade, sempre haverá benefícios para na qualidade e na quantidade de anos vividos pela pessoa fumante, Lembre-se disso. Dois pesquisadores ingleses (Doll & Peto) comprovaram isto após estudarem médicos fumantes e não fumantes durante 50 anos.Com ajuda médica você se sentirá mais segura (o) e confiante no êxito desta tentativa.

Então, que tal programar uma vista e fazer uma tentativa?

Atualmente, existem métodos com evidências científicas consistentes para ajudar o fumante o deixar de fumar, com segurança.
Entre esses métodos estão os baseados na parada abrupta, cessação gradual com adiamento do 1º cigarro da manhã e dos demais e, redução gradual do número de cigarros fumados por dia ou por semana, métodos estes que a própria pessoa pode fazer.
Além destas opções clássicas e, somando-se a elas, estão as abordagens terapêuticas, tanto a cognitiva comportamental (baseadas nas mudanças comportamentais necessárias a enfrentar a vida sem o tabaco) quanto o uso de medicamentos (adesivos, goma e pastilha de nicotina, e comprimidos de bupropiona e vareniclina) para aliviar os sintomas causados pela privação da nicotina.Quando estas estratégias são utilizadas em conjunto, mais do que dobram as chances da pessoa parar de fumar, por isso é que recomendamos que você procure o médico pneumologista, para de forma adequada e segura, para conduzir o tratamento.
FASES PARA INICIAR O TRATAMENTO INDIVIDUAL OU EM GRUPO


Preparação/Determinação: Nesta fase é realizada uma consulta médica + entrevista motivacional + testes da dependência + exames laboratoriais, além de preparar o fumante para o Dia D – Dia de Deixar de Fumar.
Cessação: Tratamento individual ou em grupo + apoio medicamentoso durante três meses.
Manutenção: Revisões mensais para prevenção da recaída por seis meses e contato telefônico até completar um ano sem fumar.

Em cada fase, você contará com seu médico e/ou equipe multidisciplinar de saúde com experiência para lhe dar suporte no tratamento do tabagismo.

A síndrome de abstinência é um período que vai dos primeiros dias sem fumar até 2-4 semanas após entrar em abstinência do tabaco. Não é uma doença, significando a reação natural do organismo à falta do estímulo da nicotina.
Portanto, todos que deixam de usar qualquer derivado do tabaco, apresentam, de forma variada estes sintomas. Importante: eles são transitórios, passageiros, não irão lhe incomodar além deste período.
Existem recursos, tanto dicas comportamentais quanto medicamentos (adesivos, gomas e pastilhas de nicotina; bupropiona e vareniclina) que aliviam estes sintomas e que irão gerar conforto em sua travessia para uma vida mais saudável, reduzindo a turbulência deste momento.
Síndrome de Abstinência à Nicotina


Entre os sintomas da abstinência mais comumente discutidos no grupo estão:

  • Sentir uma vontade muito grande de fumar (fissura);
  • Começar a tossir ou ter uma piora a tosse por algumas semanas;
  • Sentir a boca seca ou ter dor de garganta;
  • Sentir dores de cabeça; sentir tontura e tremores;
  • Ficar nervoso, ansioso ou se irritar facilmente;
  • Sentir fome ou adquirir novos hábitos;
  • Ganhar peso;
  • Não ser capaz de dormir bem;
  • Ter dificuldade para defecar regularmente (prisão de ventre).

Converse com seu médico pneumologista para que ele lhe indique, de acordo com as indicações, efeitos colaterais e a sua preferência, os medicamentos que lhe possam ser úteis nesta tentativa. Não use remédios por conta própria.

Importante que você saiba que os sintomas da abstinência são esperados e de duração transitória, e que você irá contar com o apoio de seu médico para ultrapassar essa fase. Você deve evitar, neste período, o uso de cafeína e álcool, os quais podem desencadear crises de fissura (desejo de fumar), tanto pelas fortes associações comportamentais quanto pela redução da censura, no caso específico do álcool.
Diferentes táticas (bóias) têm sido recomendadas para o contorno dos sintomas nas águas agitadas da abstinência, muitas delas baseadas mais no bom senso do que em reais evidências científicas, conforme o Quadro I.
Quadro I – Técnicas para Minimizar os Sintomas da Abstinência
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FONTE: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
Acessado em: http://www.sbpt.org.br/?op=paginas&tipo=pagina&secao=233&pagina=1209
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